A CRISE NO PCP: análise astrológica

Por Luís Ribeiro

Um dos temas da actualidade é crise que se abateu sobre o Partido Comunista Português. Vários elementos renovadores entraram em conflito com os órgãos dirigentes do partido e, em consequência disso, foram-lhes colocadas diversas sanções. Os renovadores acusam a actual direcção de seguir linhas de acção prejudiciais ao desenvolvimento do partido.
Este processo levou à demissão de vários militantes e gerou cisões dentro do PCP.

A análise astrológica

O PCP é um dos mais antigos partidos políticos portugueses. Surge na sequência das grandes mudanças políticas ocorridas após a revolução bolchevique em 1917. Os primeiros movimentos comunistas em Portugal datam de 1919, culminando a 6 de Março de 1921, com a fundação do partido.
Esta análise baseia-se na data fundação. Não foi encontrada qualquer referência à hora pelo que não se considera o ascendente e as casas.

Numa primeira análise, destacam-se a conjunção Júpiter-Saturno em Virgem e a forte oposição destes dois astros à conjunção Sol-Mercúrio-Urano em Peixes.

PCP - Partido Comunista Português
6 de Março de 1921 (hora desconhecida)
Tropical - True Node. Classificação: X


A conjunção Júpiter-Saturno é um forte indicador da época de mudanças na qual veio à luz o PCP. Este tipo de conjunção ocorre a cada 20 anos e está relacionado com mudanças sociais importantes. Virgem é o signo da funcionalidade, do trabalho - defender o trabalhador sempre foi um dos grandes objectivos do PCP. O signo de Virgem é representado pelas colheitas e pelas searas, o que o liga ao próprio símbolo do partido - a foice e o martelo.

A oposição de Júpiter-Saturno a Sol-Mercúrio-Urano traz a temática da revolução (Urano) à qual se associa a própria identidade do partido (Sol). Esta oposição representa os ideais revolucionários (Sol-Urano) com uma dose de utopia (Peixes) em confronto com as leis e limitações sociais (Júpiter-Saturno) da classe trabalhadora (Virgem).

Pode também ser interpretada como um ideal de igualdade e fraternidade (planetas em Peixes) que, por se manifestar de forma rígida e regulamentada em todos os detalhes (planetas em Virgem), perde parte do seu encanto.

Esta polarização entre ideal e concretização é ainda intensificada pela recepção mútua entre Mercúrio e Júpiter, regentes do eixo Virgem-Peixes.

A esta dinâmica junta-se um lutador Marte em Carneiro e uma ideológica Lua em Aquário ambos estimulados pelo idealismo de Neptuno
(trígono a Marte e provável oposição à Lua).

Um pouco de história...

A carreira pública do recém-formado partido durou pouco. Em 1926 dá-se o golpe militar que levou Portugal à ditadura e o PCP à clandestinidade. Por esta altura, Urano entrava em oposição ao Saturno do mapa do partido, intensificando o seu antagonismo com as instituições no poder.

É interessante verificar que o movimento político que tomou o poder após a conjunção Júpiter-Saturno em Virgem foi o fascismo, cujo simbolismo - o facho de espigas - também pode ser associado a este signo.

ma nova fase de actividade. Na época, Júpiter e Neptuno aspectavam a conjunção Sol-Mercúrio-Urano. Saturno fazia conjunção a Plutão, enquanto Urano fazia oposição a Vénus e conjunção ao Nodo Norte.

O momento actual

Actualmente, os trânsitos ao mapa do PCP apresentam sinais de grandes transformações.

A recente oposição Saturno-Plutão fez uma quadratura ao Sol e Júpiter do partido, trazendo à atenção uma necessidade de renovar e transformar estruturas de identidade (Sol) e crenças (Júpiter) obsoletas.
Este trânsito parece ser o principal indicador da actual crise.
O Sol em movimento de arco solar está a iniciar uma quadratura ao Urano natal, outro claro sinal de renovação e mudança.

O ano de 2003 trará consigo a oposição Neptuno-Neptuno que fechará um ciclo de existência do PCP, levando provavelmente a uma reformulação de ideais. Ocorrerá também uma conjunção de Saturno a Plutão natal do partido que sugere a reestruturação das posições de poder.

Em 2004, os retornos combinados de Urano e Júpiter, serão o culminar de um grande processo de renovação do PCP.
A actual crise pode ser encarada como os primeiros passos deste processo.


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