O contra-ataque dos Estados Unidos: uma visão astrológica

Por Luis Ribeiro e Helena Avelar, Lisboa 08-10-2001

Aconteceu no domingo a esperada e temida operação militar no Afeganistão.
Pondo de parte as previsões quanto ao desenrolar dos acontecimentos, vejamos o que significa esta situação do ponto de vista astrológico.

O mapa da retaliação

Segundo as principais fontes noticiosas, o ataque terá começado por volta das 16 e 30 do dia 7 de Outubro.
Ocorria então uma conjunção aplicativa da Lua a Saturno no signo de Gémeos, em oposição a Plutão em Sagitário. Em Astrologia Mundana, a Lua é quase sempre o "activador" dos acontecimentos. Neste caso, a Lua está a activar a pesada oposição Saturno-Plutão, que já teve um papel importante no mapa do ataque ao Worl Trade Center. Esta oposição tem, aliás, representado o clima de tensão e extremismo que se está a viver nestes últimos meses.

No momento do ataque a referida oposição estava particularmente destacada, tanto no mapa feito para Kabul, como no mapa para Washington (ver mapas).
Em Kabul, a Lua e Saturno ascendiam, estando Plutão no descendente. Como Washington a situação era exactamente a inversa: Plutão ascendendo e Lua-Saturno do descendente!

Retaliação dos USA, 7.10.2001, 16:30 GMT, Kabul, Afganistão
Retaliação dos USA, 7.10.2001, 16:30 GMT, Washington, DC USA

Verificamos assim que o eixo Gémeos-Sagitário voltou a ter particular importância neste acontecimento, como aliás já tinha tido no primeiro ataque ao World Trade Center (ver figuras). Este eixo é também muito importante no mapa dos Estados Unidos.

Ao projectar estes mapas em Astro*Carto*Grafia, verificamos que as linhas ascencionais de Plutão, Saturno e Lua passam pelo território do Afeganistão, assim como pela zona administrativa dos Estados Unidos. Esta situação indica que a tensão geral, sentida pelo colectivo desde a formação desta configuração astrológica, está a ser projectada nestes dois locais.

Retaliação dos USA, 7.10.2001, 16:30 GMT em Astro*Carto*Grafia

Outro activador de grande importância foi o próprio Sol, que formou nesse dia uma quadratura exacta a Júpiter. Em Astrologia Mundana, este aspecto é geralmente indicador de acontecimentos relevantes. Neste caso particular, a quadratura foi activar fortemente a oposição de Júpiter a Marte, que já prometia alguma espécie de confronto. Tanto Júpiter como Marte estão nos respectivos signos de exaltação, o que veio acentuar ainda mais o potencial "explosivo" da situação.
O "rastilho" desta explosão foi aceso na Lua Cheia de dia 2 de Outubro. Esta lunação formou uma grã-cruz com a oposição Marte-Júpiter (para mais detalhes, ver o artigo Outubro 2001: a crise global).
A quadratura Sol-Júpiter começou a ganhar força com a lunação. Cinco dias depois, quando o Sol atingiu o grau 14 de Balança, formou o aspecto exacto, precipitando-se o evento.

O grau 14

O grau 14 parece ter grande relevância neste conjunto de eventos. Ora vejamos:

  • no mapa da retaliação, o Sol estava a 14 graus de Balança e Júpiter a 14 de Caranguejo.
  • no momento do ataque ao WTC, Mercúrio ascendia em New York também a 14 de Balança (ver artigo: Estados Unidos: uma tragédia global)
  • no mapa dos Estados Unidos Saturno está no grau 14 de Balança e o Sol a 13 de Caranguejo!

Significa isto que no dia do ataque ao WTC, Mercúrio e o Ascendente estavam conjuntos ao Saturno dos Estados Unidos. No dia da operação militar, era o Sol que formava esta conjunção!
O que está em jogo são as estruturas básicas e as instituições dos Estados Unidos, representadas por Saturno. Estas estruturas foram desafiadas no ataque ao WTC e que foram reafirmadas na retaliação. Toda esta conjuntura vai também ter repercussões no sentido de valor do próprio país e no "modo de vida americano" - representados no mapa pelas Casas II e III, ambas regidas por Saturno.

USA, 4.6.1776, 17:10 LMT Philadelphia, USA

  • no mapa da retaliação, também Plutão estava também muito próximo do grau 14 de Sagitário, formando uma oposição quase exacta a Saturno, que estava no grau 14 de Gémeos (onde ficou retrógrado recentemente).
  • neste mapa, a Lua encontrava-se praticamente no grau 14 de Gémeos (exactamente a 13º 38').

O papel desta configuração já foi analizado neste artigo.

  • no mapa da inauguração do WTC , o Sol encontrava-se a 14 graus de Carneiro, ou seja: oposto ao Saturno dos USA e a receber também a oposição do Mercúrio-Ascendente no momento do atentado!
  • No momento do primeiro atentado ao WTC (1993), Júpiter encontrava-se a 13º25' de Balança, o que volta a reforçar a importância deste grau!

As Torres Gémeas do World Trade Center eram um dos principais símbolos institucionais dos Estados Unidos. É interessante notar que o Sol da inauguração das Torres está oposto ao Saturno dos USA, que representa as instituições. Isto reforça a importância do WTC como símbolo-base da nação.
Outro aspecto importante da comparação de mapas é a conjunção de Saturno do mapa do WTC (a 15 graus de Gémeos) ao Descendente dos mapa dos USA (a 12 do mesmo signo). Esta instituição (Saturno) era, por excelência, o ponto de contacto e de trocas com o estrangeiro (Gémeos no Descendente).

World Trade Center, 4.4.1973, New York (sem hora)
Atentado de 93, 26.2.1993, 12:18 EST, New York, NY USA

Convergência de factores

A análise de toda esta situação, que combina mapas de acontecimentos, países e instituições, vem demonstrar que determinados trânsitos activam pontos-chaves que ressoam a vários níveis.
Assim, no mapa nos Estados Unidos, Saturno parece ser um ponto particularmente sensível. Aparentemente, esta movimentação simultânea de planetas próximo do grau 14 de vários signos activou o Saturno dos USA.
O estudo destes trânsitos combinados em ressonância com pontos críticos pode ser uma boa linha de abordagem na compreensão de eventos de grande impacto.

Os trânsitos combinados nem sempre são indicadores de confrontos. Noutros casos, podem também anunciar a resolução de conflitos.
A entrada de Vénus no signo de Balança, a partir do próximo dia 15, poderá pontenciar a harmonização destes conflitos.


Luís Ribeiro e Helena Avelar


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