Para que serve o mundo? - a Astrologia


O pensamento e a acção humanos respondem não só aos impulsos espirituais criadores manifestados na natureza terrestre sob a forma de ritmos inscritos na substância do nosso tempo-espaço terrestre, como também sob a forma de energia criadora que nos vem do conjunto do Universo solar - e mesmo de mais longe ainda: dos espaços siderais incluídos no nosso zodíaco.

Vamos, portanto, tentar fazer uma ideia, antes de mais, destas energias que penetram constantemente o nosso sistema solar através do zodíaco - energias, a cujos efeitos estamos permanentemente sujeitos - e que o homem pode utilizar segundo o seu grau de iniciação, tal como utiliza mais ou menos intensamente os ritmos, medidas e intonações da natureza terrestre.

Sabemos que a Terra descreve num ano um círculo, ou antes uma elipse completa à volta do sol, mas apercebemo-nos deste movimento no sentido inverso, isto é, parece-nos que é o sol que descreve um círculo à volta da Terra. Este círculo ou "eclíptica" está tradicionalmente dividido em doze segmentos iguais, de trinta graus cada, que comportam grupos de estrelas, ou constelações, e cujo conjunto constitui o zodíaco: carneiro, touro, gémeos, caranguejo, leão, virgem, balança, escorpião, sagitário, capricórnio, aquário e peixes.

Assim, o Zodíaco é o fundo do céu sobre o qual se projecta o Sol ao longo do ano. Ora, é desta banda do firmamento que emanam todas as energias criadoras cósmicas que agem sobre a Terra numa cascata de condensações ou gradações sucessivas, que resultam nas forças naturais que conhecemos e na matéria propriamente dita (incluindo também as forças mais ou menos subtis que são as nossas emoções e os nossos pensamentos).

As energias que irradiam dos espaços zodiacais cósmicos em direcção a nós têm um valor exclusivamente qualitativo. É só por uma acção de algum modo indirecta que elas produzem efeitos quantitativos e materiais.
Este carácter infinitamente subtil das efusões cósmicas faz com que, embora rodeando constantemente o nosso planeta, elas não produzam por si mesmas qualquer tipo de efeito.

Para que certas irradiações estelares possam manifestar-se, é necessário que corpos intermediários se encarreguem de as condensar, de forma a adaptá-las à vida no nosso planeta.
Esta densificação em gradações sucessivas faz-se em níveis diferentes. Primeiro, através do Sol, depois, pelos planetas, depois, pela Lua, e, por fim, pela própria Terra e os seus objectos naturais.

É de realçar que nem todas as radiações cósmicas seguem a fieira inteira. Algumas só nos conseguem atingir ao cabo de uma fase final - por um objecto, por um alimento, uma planta, um ser vivo.
A Lua também pode agir directamente sobre o nosso organismo. Os planetas podem influenciar o nosso mental e, quanto ao Sol, as suas radiações poderão tocar a nossa alma, desde que não sigam a fieira dos planetas ou outros corpos inferiores.

Helena Santos

Tradução de um extracto de texto sobre Astrologia inserido no ciclo
"Para que serve o mundo?" (Publicado originalmente por: Centres de Bonne Volonté)


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